Fevereiro 3, 2009

Sofrimento

Quem nunca sofreu por amor?

Quem nunca sentiu calafrios quando encontra a pessoa amada? A tal das “borboletas na barriga”?

Quem nunca sentiu vontade de escrever uma carta, um cartão ou um email para uma pessoa amada, mas por medo, acabou não fazendo?

Quem nunca chorou por estar gostando de alguém, e esse alguém não manifestou da mesma forma esse amor?

Quem nunca se decepcionou com uma pessoa?

Quem nunca amou sem ser amado?

Quem nunca chorou pelo término de um relacionamento? Por qualquer que seja o motivo…

E voltando à pergunta inicial… quem nunca sofreu por amor?

 

Hoje vi um filme que me fez pensar sobre o sofrimento. Chama-se “Amor nos tempos de cólera”, baseado no livro de mesmo nome do Gabriel García Márquez. Não vou me aprofundar muito na história, mas mostra bem como é descobrir o primeiro amor, como é se apaixonar, como é se decepcionar, e como conseqüência, o sofrimento. É um filme lindo, com elenco maravilhoso que vale a pena dar uma assistida.

 

A verdade é que sofrer por amor é comum. É ruim? Claro, afinal, quem gosta de sofrer? Alguém é sádico o suficiente para gostar disso? Acredito que não…

Mas esse sofrimento é necessário. Aprendemos com ele, apesar de não acharmos isso na hora. Na hora, queremos sumir do mundo, queremos ficar chorando, comendo, deitadas na cama e no escuro, longe de tudo e de todos.

Mas depois, com o tempo, essa dor vai diminuindo, porque a vida continua. E depois de um tempo, percebemos como foi necessário aquele momento para aprender e refletir sobre tudo o que aconteceu.

E aprendemos que nada melhor do que o tempo para curar as feridas.

 

slide_carrie_261

Janeiro 27, 2009

A bengala

Tenho uma amiga que está com um problema. Ela tem uma tendência horrorosa em ser pessimista. E não bastasse isso, ela também tem baixa estima. Ela se acha a pessoa mais feia da face da terra. Mal sabe ela que beleza não põe mesa. E que ela é linda, exatamente da maneira como ela é. Com as manias que ela tem, com as roupas que veste, com o cabelo colorido que tem, com seu estilo próprio. Mas infelizmente ela não consegue ver isso. Mesmo as amigas falando isso para ela, ela ainda assim não consegue se ver dessa maneira.

Agora ela conheceu um “namorado virtual”, digamos assim. Porque ele não mora no Brasil, então tem que ser bem virtual mesmo. E ela acha que conversar com ele, durante horas no MSN, basta para que ela se sinta bem. Eu já falei milhões de vezes que ela não precisa disso para ser feliz, mas não adianta. Ela acha que isso é uma coisa que faz bem para ela.

Vou ser sincera. Nós temos uma mania ruim. Uma mania de nos apoiarmos em algo para ser o nosso sustentáculo quando estamos mal. Mas a verdade é que nós mesmos temos que ser o nosso próprio sustentáculo. Podemos contar sempre com a ajuda da família, dos amigos nessas horas difíceis. Mas eu acho que nunca, nunca mesmo, achar que um paquera, um namoro, mesmo que à distância, será o nosso sustentáculo. As chances de nos decepcionarmos serão maiores. Não vou dizer nunca diga nunca, mas na maioria das vezes, é exatamente isso o que acaba acontecendo. Acabamos colocando nossas esperanças nisso, e o que acaba acontecendo? Algo que era para ser leve, acaba se tornando pesado demais para sustentar, pois é muita responsabilidade imposta a uma pessoa.

E isso já está acontecendo com ela. Da noite para o dia ele tem se comportado de maneira diferente com ela, e isso a está deixando cada vez pior. Do tipo, virar a madrugada esperando ele aparecer no MSN. E quando ele aparece, ficam discutindo, ciúmes à distância. Essa relação nem se tornou real ainda, e já está em crise. E eu acabo ficando mal, porque ela é uma amiga muito especial, e não gostaria que ela sofresse por causa disso.

Espero do fundo do coração, que ela, lendo isso, se sinta melhor! Se sinta encorajada a tomar uma atitude, a aceitar ela do jeito que ela é. Termino com aquela frase piegas, mas que é uma verdade: ninguém é perfeito! Perfeição não existe. Espero que ela entenda…

 

carscrive

Setembro 30, 2008

Será que era um sonho??

Quisera eu que tudo tivesse sido um sonho…

Quisera eu que não tivesse sido apresentada a ele…

Quisera eu que ele não me ligasse no dia seguinte, e nos dias por vir…

Quisera eu que, apesar dos conselhos dos amigos, eu achasse que comigo seria diferente…

Quisera eu que não deixasse meu coração se abrir, da maneira como ele abriu…

Quisera eu que não tivesse encontrado com ele, todas as vezes que o encontrei…

Quisera eu que não tivesse beijado ele…

Quisera eu não sentir nada pelo seu abraço…

Quisera eu não sentir nada quando sua pele tocava a minha, e me acariciava…

Quisera eu não ter que passar pelo que estou passando…

Quisera eu não sentir o que estou sentindo…

Quisera eu, após quase um mês sem encontrá-lo, ter esquecido tudo…

Quisera eu, quando o reencontrei, não ter sentido aquele frio na barriga…

Quisera eu não me arrepender das coisas…

Quisera eu não deixar minhas amigas malucas contando tanto sobre a mesma história…

Quisera eu fazer as besteiras, e como uma amiga diz, agüentar as conseqüências depois…

Quisera que tudo fosse um sonho, e ao acordar, tivesse uma sensação estranha, mas que passaria durante o dia…

Será que era um sonho??

 

 

Agosto 24, 2008

O incompreendido

Tenho um amigo que está passando por um problema.

Ele entrou num ciclo vicioso.

Ele conhece uma mulher, se apaixona, começa a se dedicar à pessoa e se decepciona.

Ele queria que alguém se apaixonasse por ele, perdidamente. Daquelas paixões que não tem como se rejeitar, só para as coisas serem um pouquinho diferente.

 

E quem não gostaria de ter uma paixão dessas?

 

Mas eu me pergunto, será que ele tem encontrado as pessoas certas para se apaixonar? Será que não é uma carência que precisa ser suprida? E se for carência realmente, o que fazer para que esse erro não aconteça nos próximos relacionamentos?

Uma coisa que reparo é que ele, quando conhece a pessoa, se afasta dos amigos, e se dedica totalmente à pessoa.

Está sempre ali, livre, aguardando um telefonema, torpedo, email, algo, para um encontro.

Mas isso é natural quando a gente gosta de uma pessoa. É a expectativa, é aquela vontade de conhecer melhor, de ficar ao lado.

 

Mas sabe o que eu aprendi com os relacionamentos anteriores?

Nunca, mas nunca mesmo se afastar dos amigos!

Eles são a nossa base, o nosso ponto de fuga. Sempre que algo acontece, que um relacionamento termina, que uma coisa engraçada ou triste acontece com a gente, quem nós procuramos? Os amigos.

E eles nos ajudam quando precisamos. Ser amigo não é só ir para festas, bares, cinemas e tal. É estar presente nos melhores momentos da nossa vida, mas também nos piores, pois é nesses momentos que mais precisamos de um apoio, de um suporte para nos levantarmos.

Eu já precisei inúmeras vezes do apoio dos amigos. E inúmeras vezes escutei os seus conselhos. Tem vezes que concordei e agi da maneira que eles falavam, outras agi por impulso e acabei fazendo besteira.

Acredito que nada na vida é por acaso, e nós acabamos aprendendo com nossos próprios erros.

É a vida, fazer o que? 

 

Agosto 24, 2008

Telefone

Eu ainda não consegui entender o por que dos caras ainda insistem em pedir o nosso telefone quando ficam com alguém na noite, se eles não vão nem se dar ao trabalho de ligar depois.

Fica aquela cena patética da mulher parada ao lado do celular, telefone, qualquer meio de comunicação utilizado esperando o bendito tocar. Quando toca é aquela animação, aquele frio na barriga, será que é ele? A situação mais comum é lógico ser uma amiga. Mas também tem vezes que a gente tem vontade de mandar o telefone longe! É algum desses call centers oferecendo alguma ótima promoção irrecusável!

Custa ser sincero e nem se dar ao trabalho de pegar o telefone? Para que isso?!? Se eles soubessem como ficamos…

Tenho uma amiga que tomou uma decisão. Simplesmente não vai dar mais o número. Outro dia um carinha pediu, e ela perguntou:

- ”mas você vai me ligar mesmo?”;

- “porque eu não me importo de não dar”;

- “não tem problema nenhum”

Ele insistiu muito, muito. Ela acabou cedendo e deu o número. A pergunta que você deve estar se fazendo é: Ele ligou? Lógico que não!

E eu concordo com ela. As poucas vezes que fiz isso me arrependi. Lógico que tem algum que liga, lógico que toda regra tem a sua exceção, mas enquanto não achamos a exceção, vamos ficando com esse frio na barriga esperando a ligação…

Agosto 23, 2008

Recomeço

Nada como um dia após o outro…